Mutirão para ampliação da horta e plantio



No dia 25 de Novembro de 2017 aconteceu o segundo mutirão do projeto. Cerca de 25 pessoas, entre professores, pais de alunos, alunos, coletivos e demais parceiros estiveram na escola EMEF “Desembargador Amorim Lima” para uma vivência cheia de trocas e aprendizados. 




Sob a coordenação de Daniel H. Filardi, pai de um aluno e participante do CHAS (Comissão da Horta, Alimentação e Sustebtabilidade) e Guilherme Reis, voluntário do projeto e especialista em PANC, o grupo extraiu ervas daninhas que prejudicam o desenvolvimento das demais plantas, coletou as PANC já desenvolvidas para integrarem o cardápio da cozinha (caruru, picão branco e preto, ora pró nóbis), identificou locais no canteiro onde há espaços para o plantio de novas mudas de PANC e abriu outros canteiros. No final, foi orientado que ao redor de cada uma das mudas de árvores frutíferas, adquiridas no viveiro/horta da própria escola, os participantes fizessem o plantio de uma mini-horta de PANC e temperos. Foram abertos cerca de 12 canteiros que receberam as seguintes frutíferas: grumixama, cereja do rio grande, araçá, uvaia e ameixa da mata, espécies que são nativas da Mata Atlântica.



Num outro momento, Ana Flávia (Instituto Kairós) e Susana Prizendt (MUDA SP) puxaram uma conversa sobre os desdobramentos que estavam se formando a partir do projeto Viva a Agroecologia em São Paulo, tais como a criação de uma rede voltada à agroecologia e ao cultivo de hortas escolares. Todos os presentes se apresentaram e contaram um pouco da sua atuação e da sua relação com a horta, e Susana acrescentou que esse espaço poderia ser uma espécie de centro de referência em permacultura, cultivo de PANC e etc. Terminada a discussão e finalizado o plantio das frutíferas, alguns dos participantes se dirigiram ao espaço que está sendo preparado pela Associação RAS, parceiro do projeto, e que servirá de ponto de cultura e de viveiro de mudas para os desdobramentos e replicação do Viva a Agroecologia em São Paulo em outras escolas. De maneira simbólica, foi plantada uma muda da PANC ora pro nóbis, dando o pontapé inicial na atuação do viveiro, que está passando por um processo de limpeza, com a retirada de entulhos e recuperação do solo para futuros plantios.